Sei que o espaço aqui é dedicado ao review de produtos, mas gostaria de dividir com vocês minhas impressões sobre a série de animação (ué? ninguém mais fala "desenho animado", não?) estrelada pelo Playmobil que estreia em agosto na TV francesa.
Este amigo que vos escreve assistiu aos três episódios da série SUPER 4 disponibilizados pelo site da TV France 3. Para quem quiser saber da minha opinião, aí vai (Ops! cuidado com spoilers!):

Primeiramente, é bom lembrar que se trata de um desenho voltado para a criançada (público-alvo de 5 a 9 anos) e, assim, serão poucos os adultos (ou mesmo adolescentes) que vão virar fãs. Os três episódios – de um total de 52 – têm 13 minutos cada, e os títulos, numa tradução livre, são “O casamento do príncipe”, “O rei sou eu” e “Vai nessa, Ruby!”. Todos começam sempre com uma rápida apresentação dos personagens principais, que depois gritam juntos “Super Four!”. Os protagonistas são:
- Twinkle (ou Etincelle na versão francesa, cuja tradução seria algo como Cintilante) é a fadinha romântica, falante e atrapalhada. Ao usar sua varinha de condão, sempre erra na primeira tentativa. Os mais antigos devem se lembrar do Presto, da Caverna do Dragão, aquele aprendiz de feiticeiro igualmente estabanado e enrolado. Só que a Twinkle tem voz de menininha e vive flutuando de um lado pro outro.
- Ruby é a menina pirata cheia de atitude, toma a frente de tudo e nem sempre se dá bem, precisando assim da ajuda dos demais. No episódio “Vai nessa, Ruby!” ela participa de uma Corrida Maluca (epa!, conheço esse desenho!) dirigindo um carro futurista que flutua/voa e, em certas horas, o desenho parece virar um videogame em primeira pessoa: muita ação, explosão e emoção. Mas sem mortes, pois todos os adversários são robôs.
- Gene é o agente secreto geek, carrega no pulso um monte de dispositivos eletrônicos que salvam o dia. Parece sempre entediado, não ri, não demonstra sentimentos e vive falando “Isso é ilógico” ou “Sua atitude não é racional”... Alguma semelhança com o vulcano Spock?
- Alex é o príncipe-cavaleiro medieval. Nos episódios “O casamento do príncipe” e “O rei sou eu”, vemos um pouco mais de sua família: seu pai (o rei idoso cujo trono é usurpado por um mago de feições orientais) e sua irmã (Leonor, uma princesa adolescente enfeitiçada por uma rainha-má que se veste de preto e tem chifre na cabeça – Malévola?). No fim das contas (ou do conto) a princesinha se livra do encanto e não casa com ninguém.
- Alien é um bichinho alienígena que entra mudo e sai calado em todos os episódios, mas serve como aquele ser “fofinho” que faz caras e bocas e se mete em confusões. Acho que ele é uma espécie de “urso de pelúcia vivo” da Twinkle.
No geral, acredito que a série possa agradar seu público-alvo, mas me parece faltar um pouco mais de humor (cadê as piadas?), de citações (imitar cenas de um filme? Relembrar um livro?) e de intenção em capturar a atenção dos adultos. Agora, é esperar para ver na TV brasileira: os direitos de transmissão para a América Latina foram comprados pelo Cartoon Network, mas ainda não há data para estreia.