Amigos forenses !
Essa é mais uma surpresa maravilhosa que trago para vocês !!
Estamos também nos preparativos para presitigiar o convite feito pela direção do Museu Histórico Nacional:
Montaremos um diorama customizado sobre a chegada da Princesa Leopoldina ao Brasil !!
Essa participação muito especial fará parte da Exposição 'Com a palavra D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil'.
Leiam os detalhes no texto de divulgação abaixo.
Abraços a todos,
César, o prefeito que não para

“Sessão do Conselho de Estado”. Georgina de Albuquerque. 1922
COM A PALAVRA D. LEOPOLDINA, IMPERATRIZ DO BRASIL
O Museu Histórico Nacional estará inaugurando no dia 14 de outubro, às 14h30m, a exposição “Com a palavra D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil” e realizando dias 14, 15 e 16 do mesmo mês o Seminário Internacional “D. Leopoldina e seu tempo: sociedade, política, ciência e arte no século XIX”, lançando as bases para o início das comemorações do bicentenário da chegada de Leopoldina ao Brasil a ser celebrado em 2017.
Com curadoria da historiadora Solange Godoy e cerca de 200 peças do acervo do próprio Museu Histórico Nacional, a exposição “Com a palavra D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil” aborda a infância da arquiduquesa, o casamento com d. Pedro e os compromissos assumidos em decorrência desse, a viagem da Áustria para o Brasil, a chegada ao Rio de Janeiro e as acomodações no Palácio de São Cristóvão; a missão científica, o papel político de Leopoldina, as relações familiares e a sua morte prematura aos 29 anos.
O fio condutor da exposição, em cartaz até 01 de março de 2015, são trechos da vasta correspondência escrita por Leopoldina, que abrange desde a sua infância até a última noite de sua vida, quando já tinha consciência de sua morte iminente, num total de mais de 1.000 cartas conhecidas.
Com a exposição, o Museu Histórico Nacional aspira, ainda, resgatar, sobretudo junto aos jovens, a figura dessa extraordinária mulher, tantas vezes esquecida ou relegada ao segundo plano no cenário político do século XIX. Agendamento de grupos escolares através do email mhn.educacao@museus.gov.br e dos telefones 21-32990360/61 ou 62.
Acompanhe pelo facebook do Museu a montagem da exposição: https://www.facebook.com/pages/Museu-Hi ... 2923607206 .

Desembarque de sua Alteza Real, a Arquiduqueza D. Carolina Leopoldina ... no Rio de Janeiro, em 5 de novembro de 1817.
Gravura a buril de Charles Simon Pradier (1786-1848) feita por volta de 1818, segundo óleo de Jean Baptiste Debret.
Vê-se D. João VI entrando no coche que conduziria a Princesa ao Palácio de São Cristóvão, seguido da D. Carlota Joaquina, D. Pedro, D. Leopoldina, D. Miguel e altos dignatários da Corte. Ao fundo, o mosteiro de São Bento.
SEMINÁRIO INTERNACIONAL
Anualmente, o Museu Histórico Nacional (MHN), em parceria com universidades, instituições culturais e de pesquisa, do Brasil e do exterior, realiza em outubro, mês de sua criação, um seminário internacional abordando variados temas da história, da museologia e das ciências sociais.
Em 2014, o Seminário Internacional “D. Leopoldina e seu tempo: sociedade, política, ciência e arte no século XIX” dedica-se à reflexão e ao debate sobre d. Leopoldina e seu tempo, procurando abordar diversos temas que envolvem não apenas análises de gênero e biográficas, mas, sobretudo as possibilidades e experiências de vidas em três Cortes, na Europa e nos trópicos.
Renomados pesquisadores participarão de seis mesas redondas e quatro conferências serão proferidas por Isabel Lustosa (Fundação Casa de Rui Barbosa); Maria de Lourdes Viana Lyra (Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro); Temístocles Cezar (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) e Rosana Lanzelotte (Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro). Para abordar o tema “Coleções no tempo de Leopoldina” estarão presentes Nuno Porto, do Museu de Antropologia da Universidade British Columbia (Canadá) e Claudia Augustat, do museu austríaco Für Völkerkunde.
A Embaixadora da Áustria no Brasil, Marienne Feldmann, comparecerá à Sessão de Abertura do Seminário.
O seminário será realizado nos dias 14, 15 e 16 de outubro, das 9h às 17h30m. Informações através do email mhn.pesquisa@museus.gov.br e do telefone: (21) 3299-0338. Inscrições Gratuitas no Museu Histórico Nacional, apenas no primeiro dia do evento. Os participantes terão direito a certificado, mediante comprovação de freqüência (75% de presença).
A exposição e o seminário integram um projeto maior do Museu Histórico Nacional, iniciado no final da década de 1990, para comemorar os 200 anos da transferência da corte portuguesa para o Brasil e os significativos fatos que se seguiram; as transformações política, econômica, social e cultural que se fizeram sentir, através de atos governamentais e da abertura de muitas instituições. Ao assumir a liderança nas comemorações dessa efeméride em 2008, o MHN realizou seminários dedicados a D. João VI, Carlota Joaquina e D. Pedro I e exposições internacionais sobre o tema, além de publicar obras de referência.

Casamento d. Pedro e d. Leopoldina (alegoria)
Domingos Clementino, 1820

D. Leopoldina na Ilha da Madeira.
Óleo sobre tela, 1817.
LEOPOLDINA
Em 5 de novembro de 1817, desembarcava no Rio de Janeiro a Arquiduquesa austríaca Leopoldina Josefa Carolina Francisca, casada, por procuração, com d. Pedro.
Leopoldina, como assinava, viveria no Brasil até a sua morte, em 1826.
Primeira imperatriz consorte do país, regente em setembro de 1821 e rainha consorte de Portugal por oito dias, Leopoldina teve papel relevante na política imperial, sobretudo no processo que levaria a independência da colônia em 1822, com a constituição de um Estado autônomo, o Império do Brasil.
Portadora de uma cultura acima da média para a época, pesquisou e recolheu espécimes de nossa fauna, flora e minerais, sendo a responsável pela vinda de cientistas e artistas, cujo trabalho deu origem a acervos de museus europeus e a importantes fontes documentais da história do Brasil.

Leopoldina, Arquiduqueza d’Austria princeza real do Reino Unido du Portugal, Brazil e Algarves. Jean François Badoureau. Reprodução litográfica da gravura colorida original de cerca de 1819, editado pelo Palácio Nacional de Queluz por ocasião da visita a Portugal de S. E. o Presidente do Brasil, 4-8 de maio, 1986.
O SELFIE DA PRINCESA, por Solange Godoy
Num mundo obcecado pelo novo hábito ou gesto de cristalizarmos a nossa imagem só ou acompanhada, em muitos momentos do cotidiano, tornou-se natural querermos nos ver dentro do mundo em instantâneos. Parece que de certo modo trocamos a observação do que é ou de quem está a nossa volta. Não basta ver, não vale o esforço de observar, é essencial registrar visualmente a nossa inserção na realidade retratada.
Carolina Josefa Leopoldina Francisca Fernanda de Habsburgo-Lorena, arquiduquesa da Áustria, princesa de Portugal e Imperatriz do Brasil preocupara-se desde a infância em se retratar em suas cartas, mais de mil, e seus diários.
Havia uma preocupação constante em retratar o ambiente social e político. O espaço arquitetônico e a natureza ao seu redor referenciam sua forma de retratar o mundo.
Nesta carta escrita pela arquiduquesa, quando tinha apenas onze anos ela faz um selfie do seu cotidiano durante sua adolescência; a autoridade da irmã mais velha Maria Luiza, o lazer, os compromissos de estudo, suas observações. Não basta parabenizar o pai distante, há a preocupação no relato minucioso e finalmente a afirmativa protocolar do seu querer bem.
Luxemburgo, 7 de outubro de 1808
Querido papai!
Permita-me fazer um pequeno relato da maneira agradável como celebramos a festa do seu dia onomástico e a do irmão Francisco. Às três da tarde, a irmã Luísa organizou a colheita de fruta e a vindima no Pequeno Prater. Depois disso, ela nos ofereceu uma bela merenda no pavilhão de recreio. Francisco estava muito animado. À noite, a irmã Luísa veio ter conosco. Nós nos distraímos brincando de alfabeto, que o bom papai certamente conhece. Como a tarde de ontem estava muito bonita, fomos ver a fortaleza de Liechtenstein e admirar os arredores. O príncipe pensa em restaurar a antiga a construção o melhor possível. Está bem conservada, pois me disseram que já existe há seiscentos anos. De lá fomos para casa, passando por Modling; depois de estudarmos geografia, jogamos sombra com as irmãs Luísa e Maria, um jogo que ainda não entendi bem...
Nota: Nesta ocasião o irmão Francisco (arquiduque Francisco Carlos) tinha apenas seis anos e a irmã mais velha e preferida de Leopoldina, Maria Luiza dezessete. Tinham perdido a mãe no ano anterior (1807) e no principio de 1808 o pai havia se casado com Maria Ludovica princesa D’Este.
Com o passar dos anos a princesa passa a retratar acontecimentos políticos em que desempenhará o seu papel, como nas negociações de Metternich para casá-la com D. Pedro o primogênito da casa de Bragança. Retratará o seu pasmo na chegada ao Rio de Janeiro, já casada, mas sem ter conhecido ainda seu marido português.
São Cristovão, 8 de novembro 1817
Querido papai!
Com a ajuda divina cheguei muito feliz e saudável ao Rio de Janeiro, após uma travessia de 84 dias, da qual me despedi no penúltimo dia com uma tempestade bastante
violenta; a entrada do porto é estreita e acho que nem pena nem pincel podem descrevera primeira impressão que o paradisíaco Brasil causa a qualquer estrangeiro;...
Ela falará de seu aspecto físico no decorrer do tempo que viveu no Brasil assim como e principalmente da modificação de estado de espírito até mergulhar em profunda melancolia.
Carta a Maria Luiza em 18.6.1823
Tenho a lhe confessar que estou muito melancólica, porque me encontro sem amigo ou amiga em que possa depositar minha confiança; todos os meus deveres me ligam ao meu esposo e infelizmente não posso lhe oferecer minha confiança; nossas mentalidades e educação são muito distintas...
Na exposição que o Museu Histórico Nacional está organizando para outubro deste ano, vamos deixar Leopoldina se mostrar através dos seus relatos e vamos conhecê-la melhor através dos retratos que deixa de si mesma:
Com a palavra D. Leopoldina, Imperatriz do Brasil!

2014 Expo Leopoldina Sessão do Conselho de Estado, detalhe
SERVIÇO:
Museu Histórico Nacional
Praça Marechal Âncora, s/nº
Próximo à Praça XV
http://www.museuhistoriconacional.com.br
mhn.comunicacao@museus.gov.br
Telefones: (21)3299-0324 (Recepção)
Aberto ao público:
- de 3ª a 6ª feira, das 10h às 17h30;
- sábados, domingos e feriados (exceto Natal, Ano Novo, Carnaval e dias de eleições), das 14h às 18h.
Não abrimos ao público nas segundas feiras, mesmo que seja feriado.
Ingresso para exposições do Museu Histórico Nacional:
R$ 8,00 (oito reais)
Estão isentos de pagamento (mediante comprovação): crianças até cinco anos de idade; sócios do ICOM-International Council of Museum; funcionários doIBRAM e do IPHAN; alunos e professores das escolas públicas federais, estaduais e municipais; brasileiros maiores de 65 anos; guias de turismo e estudantes de museologia. Alunos agendados da rede particular de ensino e brasileiros maiores de 60 anos e menores de 65 anos pagam a metade do valor. Ingresso Família (dois adultos e dois estudantes) R$ 20,00
Aos domingos, a entrada é franca.
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