galera reportagem que fizeram comigo sobre o playmobil
Enviado: Ter Mai 14, 2013 3:05 pm
Essa
é apenas uma das histórias que Rodrigo guarda de seus quase dez anos de prestação de serviços ao circo. Conta já ter atuado para Stankowich, Osvaldo Terry, Real de México, Fantástico, Orlando Orfei. São algumas das companhias que fizeram propostas para ele seguir a estrada e se juntar à trupe nas peripécias mundo afora. Todas recusadas. O receio da saudade de casa, do pai, de São Borja, dos amigos e até de Eddie e Giuly – seus gansos de estimação – falou mais alto.
Por isso, em sua casa, Rodrigo sonha. Sonha e coleciona. Cria seu mundo, monta seu espetáculo. Lá, ele é soberano, é o dono de seu fantástico circo. É palhaço e domador – como já quis ser –, trapezista, mágico, equilibrista. Lá, percebe que sonho e infância não têm prazo de validade – como James Matthew Barrie e seu Peter Pan já nos adiantaram. E monta, com todo o cuidado, as peças diminutas de seu circo de faz-de-conta.
A coleção começou quando ele tinha quatro anos de idade, em meados de 1984, com seu primeiro Playmobil. Era um brinquedo composto por um circo vermelho com acrobatas e focas adestradas, que lhe foi presenteado por sua mãe, Silvia Konorat. Seria o primeiro exemplar da grande coleção que mais tarde viria a ter. Atualmente, ele trabalha como entregador de bebidas e, nas horas vagas, organiza e limpa, cuidadosamente, sua imensa coleção de miniaturas. Ao todo, são 179 bonecos e cinco picadeiros.
Enquanto fala de seu hobby, Rodrigo se levanta e nos convida – orgulhoso - para ver um por um, suas relíquias. A mais recente aquisição foi um circo e uma delegacia de polícia, importados da Alemanha, que custaram mais de trezentos reais. Mas, segundo ele, esse não foi o maior investimento: chegou a gastar seiscentos reais para adquirir um circo nas cores amarelo, vermelho e azul em cujo interior há apresentador, elefante, arquibancadas, mastros, picadeiro, trapezistas e equilibristas. Um mundo pequenino e fascinante.
Rodrigo considera que sua coleção está completa, a menos que acabe encontrando algo muito raro. Especial, mesmo. Seu maior sonho é expandir a coleção para o entorno do circo, e criar uma cidade. Batizaria de “Konorat City”. Teria escola, banco, casa do xerife, fazenda, mercado, correio, trem, navios, balsa, teatro, índios e, é claro, circo. Mas, para isso, precisaria de um espaço amplo e adequado para a montagem.
Enquanto não possui o espaço que deseja, ele vai dando início ao que lhe é cabível no momento: já mandou fazer alguns adesivos intitulados “Konorat” para colocar no cenário futuro. “É aos pouquinhos que as coisas se concretizam”, considera Rodrigo. Daqui a alguns dias, meses, ou anos, quem sabe a “Konorat City” saia de sua imaginação e possa se instalar em uma extensão equivalente a dois ou três cômodos da casa. Para todo colecionador, nenhum sonho é impossível.
http://imageshack.us/photo/my-images/59 ... ircus.jpg/
é apenas uma das histórias que Rodrigo guarda de seus quase dez anos de prestação de serviços ao circo. Conta já ter atuado para Stankowich, Osvaldo Terry, Real de México, Fantástico, Orlando Orfei. São algumas das companhias que fizeram propostas para ele seguir a estrada e se juntar à trupe nas peripécias mundo afora. Todas recusadas. O receio da saudade de casa, do pai, de São Borja, dos amigos e até de Eddie e Giuly – seus gansos de estimação – falou mais alto.
Por isso, em sua casa, Rodrigo sonha. Sonha e coleciona. Cria seu mundo, monta seu espetáculo. Lá, ele é soberano, é o dono de seu fantástico circo. É palhaço e domador – como já quis ser –, trapezista, mágico, equilibrista. Lá, percebe que sonho e infância não têm prazo de validade – como James Matthew Barrie e seu Peter Pan já nos adiantaram. E monta, com todo o cuidado, as peças diminutas de seu circo de faz-de-conta.
A coleção começou quando ele tinha quatro anos de idade, em meados de 1984, com seu primeiro Playmobil. Era um brinquedo composto por um circo vermelho com acrobatas e focas adestradas, que lhe foi presenteado por sua mãe, Silvia Konorat. Seria o primeiro exemplar da grande coleção que mais tarde viria a ter. Atualmente, ele trabalha como entregador de bebidas e, nas horas vagas, organiza e limpa, cuidadosamente, sua imensa coleção de miniaturas. Ao todo, são 179 bonecos e cinco picadeiros.
Enquanto fala de seu hobby, Rodrigo se levanta e nos convida – orgulhoso - para ver um por um, suas relíquias. A mais recente aquisição foi um circo e uma delegacia de polícia, importados da Alemanha, que custaram mais de trezentos reais. Mas, segundo ele, esse não foi o maior investimento: chegou a gastar seiscentos reais para adquirir um circo nas cores amarelo, vermelho e azul em cujo interior há apresentador, elefante, arquibancadas, mastros, picadeiro, trapezistas e equilibristas. Um mundo pequenino e fascinante.
Rodrigo considera que sua coleção está completa, a menos que acabe encontrando algo muito raro. Especial, mesmo. Seu maior sonho é expandir a coleção para o entorno do circo, e criar uma cidade. Batizaria de “Konorat City”. Teria escola, banco, casa do xerife, fazenda, mercado, correio, trem, navios, balsa, teatro, índios e, é claro, circo. Mas, para isso, precisaria de um espaço amplo e adequado para a montagem.
Enquanto não possui o espaço que deseja, ele vai dando início ao que lhe é cabível no momento: já mandou fazer alguns adesivos intitulados “Konorat” para colocar no cenário futuro. “É aos pouquinhos que as coisas se concretizam”, considera Rodrigo. Daqui a alguns dias, meses, ou anos, quem sabe a “Konorat City” saia de sua imaginação e possa se instalar em uma extensão equivalente a dois ou três cômodos da casa. Para todo colecionador, nenhum sonho é impossível.
http://imageshack.us/photo/my-images/59 ... ircus.jpg/